SPFC

Portão 7

Revista P7

Personagem

Colecionadora de títulos e amizades

Paixão do marido pelo São Paulo levou Edda Rizzo a ser sócia do clube. Agora, 44 anos depois, ela conta como o tricolor faz parte de sua vida.

Há 44 anos praticando tênis, Edda Rizzo é figura fácil de se encontrar pela social do São Paulo Futebol Clube. Além das quadras, frequenta também a piscina, para a prática de hidroginástica, o DASP, e aos finais de semana solta a voz no karaokê. Com muitos círculos de amizade que conquistou no passar dos anos, Edda contou um pouco da sua trajetória no clube.

P7: Você já jogava em algum outro lugar, ou começou no São Paulo?
Edda: Comecei no São Paulo Futebol Clube, em 1971, na categoria Principiantes e já neste ano, conquistamos o segundo lugar por equipes em um torneio da categoria.

P7: Soube que foi uma das primeiras tenistas do São Paulo Futebol Clube. É verdade? Como começou a sua história no tênis Tricolor?
Edda: Na realidade, já haviam muitas tenistas naquela época. Mas do tempo em que comecei, na década de 1970, até os dias de hoje, sou só eu quem restou. Muitas deixaram de praticar, saíram do clube e eu persisti. Eu amava acompanhar a Maria Ester Bueno, mas era muito tímida, então, meu marido começou para me incentivar e eu o acompanhei. Fiz algumas aulas com o único técnico que tínhamos, tomava algumas lições em um curto período e no restante do tempo, o treino era todo por minha conta. Na raça eu fui jogando com as pessoas da minha idade, cheguei à segunda classe, fui evoluindo e hoje eu jogo na minha, numa boa.

P7: Conte um pouquinho da sua história com o clube.
Edda: Meu marido, falecido há dois meses, era muito são-paulino. Muito fanático mesmo, então ficamos sócios. Ele começou no tênis, mas não ficou por muito tempo. Não gostava de ficar correndo atrás das bolinhas (risos). O que ele gostava de verdade, era a sinuca, que jogou até pouco tempo atrás. Ele começou, me puxou, pois eu não tinha coragem de ir sozinha, parou, eu me firmei e estou até hoje.

P7: Qual a sua maior conquista pelo SPFC?
Edda: Conquistei muitos campeonatos individuais, em outras ocasiões acabava na segunda colocação, mas importante mesmo foi o vice-campeonato Interclubes de 4ª classe, no ano 2000, por equipes. Quando somos jovens, ganhamos as coisas e não damos muita importância, quando ficamos mais velhos, tudo passa a ter mais valor e neste campeonato, eu já tinha mais de 60 anos e pensava: “Nossa, como eu consegui?”. No mesmo ano, conquistamos um título Interclubes em duplas, que foi outro grande feito. Por essas conquistas, e como eu era a mais velhinha da equipe, posteriormente, fui convidada pelo São Paulo para ser a patrona da cor branca, nas Olimpíadas Vermelho, Branco e Preto. Foi uma homenagem muito importante para mim.

P7: Qual é a sua frequência no clube?
Edda: Sou uma pessoa que já fez de quase tudo pelo clube. Joguei vôlei por 30 anos, pádel por uns 10, biribol, hidroginástica, que também gosto muito, participo do DASP, faço aulas de culinária, e devo estar esquecendo de alguma coisa, mas a paixão mesmo é o tênis, que nunca larguei. Então, venho ao clube todos os dias no período da tarde. Sou muito competitiva e sempre procurei esportes em que houvesse disputas. Onde tem competição, é onde mais gosto de estar. Nunca fiz ginástica, apenas hidro, pois ajudava a me recuperar de lesões que vinham do esporte. Aos finais de semana, venho também. Canto no Karaokê aos domingos. Faço de tudo aqui. Se me falarem para pular de asa-delta e for no São Paulo, eu vou.

P7: Deve ter feito muitas amizades, com todos esses anos de clube. Como são essas relações?
Edda: O círculo de amizades que criei é muito grande. Uma boa prova que tive disso foi no ano em que fui anunciada como patrona da Olimpíada. O ginásio todo me aplaudiu, porque eu praticava muitas modalidades e em cada uma, tinha uma turma diferente. Foi tão emocionante ver toda aquela gente me aplaudindo. Acho que nunca recebi uma homenagem tão bonita. Aquilo foi tão importante para mim. Foi tão bacana! E essas amizades estão sempre aqui. Reúno-me muitas vezes com a turma do tênis, com a turma do vôlei. Nunca perdemos o contato. 

P7: O que o São Paulo Futebol Clube significa para você?
Edda: O São Paulo é tudo para mim. Meu marido e eu sempre gostamos muito de vir e vínhamos quase todos os dias. As amizades e o clube estão me ajudando muito, principalmente nessa fase. Sei que chegarei aqui, terei muitas coisas para fazer, amigos para conversar, e isso me faz muito bem.